quinta-feira, 2 de maio de 2013

Time de Dado Cavalcanti conseguiu chegar mais longe do Leto, Rivaldo, Válber e cia.

Mogi Mirim, SP – No começo da década de 90, o Mogi Mirim encantou o Estado de São Paulo. Com atuações inesquecíveis de Leto, Válber, Fernando, Capone e Rivaldo, comandado pelo estreante Vadão, o Sapo colocou a cidade de cerca de 86 mil habitantes no mapa do futebol nacional com o Carrossel Caipira. Mais de vinte anos depois, o time voltou a ser protagonista no Paulistão e tem a chance de fazer o que a equipe de Rivaldo e cia. não conseguiu: chegar a uma final de Paulistão.

A fórmula de disputa das competições é diferente, mas o Mogi versão 2013, comandada por Dado Cavancanti e de jogadores como Roni, Tiago Alves, Roger Gaúcho e Wagner, pode chegar mais longe do que o Carrosel Caipira. Nos dois anos que se destacou no cenário brasileiro, o Mogi Mirim não passou de um sétimo lugar, apesar de ter jogado muito mais.

Em 1992, 28 times foram divididos em dois grupos: o Grupo A tinha as equipes melhores classificados no Paulistão de 91 e tinha direito a seis vagas na próxima fase. O Grupo B, no qual estava o Mogi, tinha os piores classificados do ano anterior. Na primeira fase, os times se enfrentaram entre si dentro das chaves.

Além disto, a contagem dos pontos era diferente, pois a vitória valia apenas dois pontos, contra três de atualmente. Surpreendendo à todos, o Mogi Mirim conseguiu terminar a primeira fase na liderança, com 37 pontos e um aproveitamento de 71%. Na segunda fase, a equipe caiu no grupo com Palmeiras, Corinthians e Guarani e acabou ficando na lanterna com apenas três pontos.

No ano seguinte, as jogadas de Rivaldo e Leto, os gols de Válber seguiam encantando, mas desta vez o time não conseguiu passar para a segunda fase. Desta vez no Grupo A, com os melhores times da temporada anterior, o Mogi Mirim terminou em sétimo lugar na chave, com 36 pontos, perdendo a vaga no número de vitórias para o Rio Branco.

Nesta temporada, mesmo que seja eliminado para o Santos, o Mogi Mirim superou a versão anos 90 do time em posição. Isto porque está entre os quatro melhores. Em aproveitamento, no entanto, os comandados de Dado Cavalcanti ainda não conseguiram chegaram aos pés do Carrossel Caipira. Na primeira fase deste Paulistão, o Mogi terminou 68% dos pontos conquistados.

Apesar do número de jogos de 1992, data da melhor campanha do Mogi Mirim no Paulistão, as duas versões disputaram praticamente o mesmo número de pontos. Como as vitórias valiam menos, o Carrossel Caipira fariam, no máximo, 52 pontos contra 57 da atual temporada


Agência Futebol Interior
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